Está na hora de ser vento
Olhos de milhafre, asas no azul
Está no tempo do rubro das acácias
De um rumo de esperança a sul
Está na hora de ser ar puro
De dizer que sem palavras juro
Está no tempo da mansidão dos sonhos
Do sortilégio, do esconjuro
Por amor criei frutos de beleza imparável
Cada um tem a sina que tem
Cada um tem a força do amor presa às mãos
Os caminhos são sempre de alguém
Estou num pranto comedido
Este céu está tão perto da minha alma
Esta força, “meu deus”, esta incontida esperança
Esta dor que esmorece a chama
Gente sem rosto a bater palmas
No acaso lavrei esta peça sem nome
Nunca alguém saberá realmente o que sinto
Na verdade, alguém terá dito que minto
É noite, já adormeceram os milhafres
A Lua escondeu-se em desprezo
Nem uma estrela me iluminou o ver
Não quero ninguém no abraço, não sinto o querer ter
Amordacei as raivas
As humilhantes palavras numa caixa de cartão
Liberto todas as noites este amarrotado espirito
Tanta frieza tenho sentido em tanta mão
Tanta incompreensão, tanto virar de costas
Nada de ninguém mais quero, abandonei o espero
Consumi todas as crenças e esvaziei este coração tonto
Este corpo açoitado por…Fogo e Ferro…

Olhos de milhafre, asas no azul
Está no tempo do rubro das acácias
De um rumo de esperança a sul
Está na hora de ser ar puro
De dizer que sem palavras juro
Está no tempo da mansidão dos sonhos
Do sortilégio, do esconjuro
Por amor criei frutos de beleza imparável
Cada um tem a sina que tem
Cada um tem a força do amor presa às mãos
Os caminhos são sempre de alguém
Estou num pranto comedido
Este céu está tão perto da minha alma
Esta força, “meu deus”, esta incontida esperança
Esta dor que esmorece a chama
Gente sem rosto a bater palmas
No acaso lavrei esta peça sem nome
Nunca alguém saberá realmente o que sinto
Na verdade, alguém terá dito que minto
É noite, já adormeceram os milhafres
A Lua escondeu-se em desprezo
Nem uma estrela me iluminou o ver
Não quero ninguém no abraço, não sinto o querer ter
Amordacei as raivas
As humilhantes palavras numa caixa de cartão
Liberto todas as noites este amarrotado espirito
Tanta frieza tenho sentido em tanta mão
Tanta incompreensão, tanto virar de costas
Nada de ninguém mais quero, abandonei o espero
Consumi todas as crenças e esvaziei este coração tonto
Este corpo açoitado por…Fogo e Ferro…




