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Música #11


Por esta altura estarei a ver a Stancey Kent, no Coliseu. O novo disco mistura Jazz com Bossa Nova e traz à memória inúmeras recordações do Brasil.

Titillation ...

Tocas-me ao de leve e lentamente puxas-me o vestido. Deslizas uma mão por entre as minhas pernas. Não reclamo e deixo-me ir. Faço de conta que não é nada comigo e não demonstro o quanto estou a gostar. Também sei ser sacana. Lentamente vais subindo e chegas até ela. Perguntas-me pelas cuecas. Rio e digo que está calor, muito calor, "Estou com um calor incrível em sítios em que era suposto não ter". Continuas a conduzir, como se te fosse indiferente a ausência das minhas cuecas. Num tom meio autoritário dizes para eu continuar, para te mostrar, para o fazer para ti. Sorrio e pergunto-te se é isso mesmo que queres! Pouso um pé no tablier e outro perto do manípulo das mudanças. Abro-me. Masturbo-me de uma forma totalmente desinibida, oscilando entre o clitóris e a introdução de um ou dois dedos nela. Viajo. Entre gemidos, abro os olhos e vejo que algo te incomoda. Continuo pelo prazer de te provocar. Adoro te ver apertado. Levo as mãos às tuas calças. Estás enorme! Pergunto-te se falta muito para chegarmos pois preciso de te sentir a entrar. Dizes que não, acrescentas que demoramos mais pelo trânsito que apanhamos. Fico meia atónita, digo que não me lembro de trânsito algum. Com um tom de gozo respondes "Deixa lá, eles certamente lembram-se ... do trânsito ... e de ti".

Porque nós somos a memória de alguém ...

 
Quanto a ti, amor, me possuiu no abraço
em que de penetrar-te me senti perdido
no ter-te para sempre
Quanto de ter-te me possui em tudo
o que eu deseje ou veja não pensando em ti
no abraço que me entrego 
Quanto de entrega é como um rosto aberto,
sem olhos e sem boca, só expressão dorida
de quem é como a morte
(...)
                                                                                               Jorge de Sena
                                                                                                 
Irei estar fora durante a próxima semana, os acessos à net que terei disponíveis serão limitados e absolutamente draconianos. Penso que me será possível aceder ao email. Não sei se será possível o acesso a páginas de blogues com conteúdos para adultos. Assim, agendei alguns posts para saírem durante toda a semana de forma a manter um pouco de atividade aqui no Vício. Os comentários, a existirem, serão libertados à medida que consiga os acessos. Tenho esperança de encontrar um Starbucks! Até lá beijinhos a todos e obrigada por estarem desse lado, tem sido uma experiência engraçada.                                                                          

In the mood for summer

Preciso de sol, de mar, de rir, de descansar, de ler, de perder a noção das horas e a noção dos dias, de esplanadas, de dormir, de comer coisas boas às horas mais estranhas, de visitar cidades que não conheço, de esplanadas, de noitadas à conversa, de copos de maduro tinto e já agora de branco também, de contar as estrelas no céu, de andar de bicicleta, de me perder em ruas, de ler mapas e traçar percursos, de ver gente diferente, de aprender coisas novas e de ter muitas saudades para voltar.

Vou de férias, entre uma viagem e outra passo por casa e ainda venho aqui ao Vício. Até já!

A Audrey!

"I know I have more sex appeal on the tip of my nose than many women in their entire bodies"     Audrey Hepburn

Recentemente esbarrei, literalmente, na Vanity Fair. Na capa estava a Audrey Hepburn e foi o suficiente para me decidir a comprar. Um dos seus filhos publicou recentemente um livro sobre a actriz e sobre os anos em que esta viveu em Roma. O livro contém inúmeras fotografias, algumas nunca editadas, que mostram uma Audrey totalmente imiscuída com Roma, passeando com os cães ou simplesmente às compras. Ao longo dos tempos Audrey Hepburn tem-se mantido como um símbolo eterno de bom gosto e sofisticação. Audrey encarna na perfeição a mulher segura mas ao mesmo tempo prática e simples, elegante e ao mesmo tempo deliciosa. Audrey consegue ser diferente das outras divas do seu tempo, conseguiu-se impor numa altura em que reinavam as loiras com corpos curvilíneos como a Marilyn Monroe. Não deixa de ser irónico que a Holly do Breakfast at Tiffany`s tinha sido inicialmente pensada, por Capote, para Marilyn. Com "uma boca que engolia o rosto", um sorriso rasgado, umas pernas compridas, uma cintura muito fina e um pescoço alto esguio Audrey transformou-se num verdadeiro ícone de moda e estilo. A sua elegância é atemporal, ela consegue-a usando umas simples sabrinas. Audrey personifica tudo que uma mulher pode ambicionar, elegância, postura e atitude. Ao longo da sua vida, Givenchy foi o seu etilista de eleição e os vestidos pretos adquiriram graças a ela uma outra grandeza.

Durante o fim de semana decidi rever Breakfast at Tiffany`s, confesso que pouco ou nada me lembrava do filme. Audrey consegue "encher" o ecrã tornado o filme absolutamente mágico. Esquecemos com facilidade o tema do filme e apenas nos centramos nela, absolutamente única.


"Moon River, wider than a mile
I`m crossing you in style some day.
oh, dream maker, you heart breaker
wherever you`re going I`m going your away."


Música #8

Lisa Hannigan faz parte da lista das minhas cantoras de eleição, tive a sorte de a conseguir ver ao vivo na Irlanda. Na altura não a conhecia. Tornou-se uma paixão.
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