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O que nos move? ... O desejo!

  
A beleza
Sempre foi
Um motivo secundário
No corpo que nós amamos;
A beleza não existe,
E quando existe não dura.
A beleza
Não é mais que o desejo
Fremente
Que nos sacode…
- O resto, é literatura.

António Botto

Deep, always deep!

Entras em mim, de uma só vez. Peço-te que o faças com força, que não pares. Obedeces. Agrada-me imenso te sentir a entrar em mim desta forma. Sinto-o totalmente enterrado. Adoro de me sentir preenchida, bem preenchida, e tu bem o sabes. Começas a tocar-me no rabo, introduzes um dedo enquanto me continuas a foder. Sensação magnífica! Afasto as nádegas, com as minhas mãos. Digo-te para não parares, que continues. Fodes-me, cada vez com mais força. Dizes que estás a gostar do que estás ver. Sinto-te mesmo muito duro. Acrescentas mais um dedo, enquanto eu vou tratando de mim à frente. Massajo o clitóris. Alterno o massajar com o deslizar dos dedos, até te alcançar e te tocar neles. Ligas o vibrador, no mínimo, acrescentas um pouco de saliva e fazes com que entre pouco a pouco no meu rabo.  As contrações surgem. Gemo. Grito.  Já não estou lá. Enfias o vibrador todo, lentamente. Impossível controlar os orgasmos. É a loucura total. O vibrador, tu dentro de mim e o ritmo imposto nos dois lados. Estou totalmente ausente. De repente, tiras o vibrador, sais de dentro de mim, para voltares a entrar e tomares o lugar dele, do vibrador. Fodes-me agora assim, com força, sem parar, até te esgotares e não conseguires mais.

Dos silêncios ... dos confortáveis

"Mia: Don`t you hate that?
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it`s necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don`t know.  That's a good question
Mia:  That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence."
Pulp Fiction (1994)

Gosto do que temos, do que construímos ao longo do tempo. Gosto de ti como és e pelo que és. Gosto do que me fazes sentir. Do querer ser melhor, muito melhor. Da cumplicidade que temos. Do entendimento. De falar com o olhar. De te dizer tudo apenas com um sorriso, tu o entenderes na perfeição e responderes com um outro, de volta. De te ler nas entrelinhas, sem precisares sequer de falar. Das mãos que se procuram e sempre se encontram, que conhecem os caminhos e descobrem outros. Da serenidade que me fazes sentir. Do afecto. Da ânsia em nos tocarmos, que persiste no tempo e volta sempre, de diferentes formas, mas volta. Do sentido que ambos fazemos. Gosto dos beijos, dos toques, dos abraços prolongados, do aconchego, da mistura dos nossos cheiros, dos sabores, da minha pele em contacto com a tua pele, do sexo. Gosto de ti e gosto do que temos, até dos silêncios.

Arde a memória ...


"Tu, daquele corpo, querias partir, querias voltar a outros corpos, ao teu corpo, voltar a ti mesmo e ao mesmo tempo é por teres de fazer isso que choras"

 Marguerite Duras

I appreciate your preference!

Provocas-me constantemente. Fazes-me desejar cada centímetro dele. Dentro de mim! Quero-o todo. Roças e tornas a roçar. Diverte-te me excitares. Deixas-me a arder, cheia de desejo dele. Roças novamente. Fazes uma ligeira pressão, mas não entras nela. "Fode-me!", peço-te. Uma e outra vez. Massajas-me, com ele, o clitóris. Não aguento esperar muito mais, mexo as ancas, subo-as ao encontro dele. Recuas. Dizes para eu ter calma, para saber esperar. Resistes e continuas, a tortura. Sinto-me a latejar! A arder! Cheia de calor. Encharcada. Escorro. Olho para ti. Suplico-te. Ordeno-te "Quero-te agora. Fode-me!"

Sem tirar nem pôr ...

"o desejo de estar quase a matar um amante, de o guardar para si, para si apenas, de se apoderar dele, de o roubar contra todas as leis, contra todos os impérios da moral, não conhece esse desejo, nunca o conheceu?"
 
Marguerite Duras

Cheguei a duvidar ....

..... da minha capacidade para me excitar...Toquei-me uma vez ... e ... nada! ... Quando ele estava quase ...  quase a chegar ... fugia! Nada acontecia! Insisti! Uma e outra vez. Sou perseverante! ... Pensei em nós ... em ti .... a foder-me ... com força ... e .... afinal tudo permanece igual! ... Vim-me! Intensamente ... como é habitual.

I`m stalker of myself ...


saiu para a rua.
embrenhou-se na espessura da noite,
amou e traiu,
seduziu e deixou-se seduzir,
morreu um pouco todas as manhãs
e nunca mais regressou ao que tinha sido.

al berto

Time to recharge!

 
"O chão é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a húmida trama.
E para repousar do amor, vamos à cama."

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

Música #11


Por esta altura estarei a ver a Stancey Kent, no Coliseu. O novo disco mistura Jazz com Bossa Nova e traz à memória inúmeras recordações do Brasil.

Life in movement



"Quero vidros, quero arder, ainda que me quebre a mim mesma. Vivo apenas para o êxtase. Nada mais me afecta. Doses pequenas, amores moderados, todas as demi-teintes – tudo isso me deixa indiferente. Gosto de extravagância, ardor… sexualidade que rebente o termómetro! Sou neurótica, depravada, destrutiva, ardente, perigosa – lava, inflamável, irreprimível. Sinto-me como um animal selvagem que escapa do cativeiro." 
                                                                                                        Anaïs Nin

Suavemente, muito suavemente

Tocar ao de leve. Um dedo e depois outro. Só na ponta, para despertar. A ti e a ele. Hoje apetece-me perder a noção do tempo .... só com ele. Não me apetece ser penetrada. Quero-o a ele. Quero-o explorar. Quero explorar-te. Agora com a boca, a língua, a lubrificar, a molhar, a explorar, só na glande. Chuchar. Suavemente, muito suavemente. Apertar os lábios. Pressão. Fazer-te desejar por mais ... que lhe toque, que deslize a mão, para cima e para baixo, com vigor, com firmeza, que o envolva com a boca. Todo. Uma e outra vez. Deixar-te a desejar e ser eu a marcar o ritmo, sem pressas. Demorar-me.

Música #10


Chego a casa, completamente exausta. Reina o silêncio. Tão bom. Ligo a televisão e volto a desligar. Dou uma breve ronda pelos blogs. Leio. Comento. Fecho o computador. Ligo a música, esta mesma. Abro um vinho faço umas tostas com queijo e deixo-me ir. Ao sabor da música e do vinho.

A fixação ... ainda a tenho!

Paredes! Quero que pegues em mim e me encostes a uma. Fria. Quero cruzar as minhas pernas em volta da tua cintura. Sentir-te penetrar-me. Foder! Até não aguentarmos mais. Gosto da brutalidade no sexo, do quente do corpo, do frio da parede! Do contraste! Excita-me! Tanto que nem calculas! Não conseguir fugir. Sentir-me presa, entre ti, quente e ela, fria! O calor do teu corpo. Agarrar-me a ti. Puxar-te com força. Ando a precisar de te ter ... assim! Queres? Cansa! mas compensa!

(Afinal já estou com 55kg, bem mais fácil, não te parece?!)

Titillation ...

Tocas-me ao de leve e lentamente puxas-me o vestido. Deslizas uma mão por entre as minhas pernas. Não reclamo e deixo-me ir. Faço de conta que não é nada comigo e não demonstro o quanto estou a gostar. Também sei ser sacana. Lentamente vais subindo e chegas até ela. Perguntas-me pelas cuecas. Rio e digo que está calor, muito calor, "Estou com um calor incrível em sítios em que era suposto não ter". Continuas a conduzir, como se te fosse indiferente a ausência das minhas cuecas. Num tom meio autoritário dizes para eu continuar, para te mostrar, para o fazer para ti. Sorrio e pergunto-te se é isso mesmo que queres! Pouso um pé no tablier e outro perto do manípulo das mudanças. Abro-me. Masturbo-me de uma forma totalmente desinibida, oscilando entre o clitóris e a introdução de um ou dois dedos nela. Viajo. Entre gemidos, abro os olhos e vejo que algo te incomoda. Continuo pelo prazer de te provocar. Adoro te ver apertado. Levo as mãos às tuas calças. Estás enorme! Pergunto-te se falta muito para chegarmos pois preciso de te sentir a entrar. Dizes que não, acrescentas que demoramos mais pelo trânsito que apanhamos. Fico meia atónita, digo que não me lembro de trânsito algum. Com um tom de gozo respondes "Deixa lá, eles certamente lembram-se ... do trânsito ... e de ti".

"Tell me baby ...

... are you wet"

Dias que me sinto permanentemente molhada. A todo o momento penso em sexo. Povoas o meu pensamento. Insistentemente. Acontece-me, por vezes, estar a falar com alguém e se a conversa não interessa, lá vens tu ao pensamento. Nós. O sexo! O de ontem. O que irá ser o de hoje! Resultado, Encharcada! Sempre!

De sobremaneira ...

Imploro-te com o olhar. Escaldo. Estou quente como o fogo. Tive um dia esgotante e preciso de sexo. De foder. De te foder. Só assim me vou acalmar. Vou-me chegando para ti, lentamente. Toco-te, primeiro ao de leve. Continuas a ler, como se não fosse nada contigo. Eu insisto. Sinto-te a crescer. Intumesces. Tenho o que queria! Sorris e largas tudo. Beijo-te prolongadamente. Olho-te e subo para cima de ti. Faço-te entrar por completo, de uma única vez. Um misto de prazer com um pouco de desconforto inicial. Ajeito-me para me encaixar melhor. Agarras-me pelo rabo. Apertas-mo. Gosto. Começo a marcar o ritmo, baloiçando a anca. Aperto-te. Preciso de te foder de forma rápida. Quero me vir!

O feminino e o masculino #3

As mulheres têm uma característica sexual que vem certamente do seu passado distante - a flexibilidade da sua sexualidade. A natureza, por vezes, é confusa e temos sempre a velha tendência ocidental de dividir o mundo em dois tipos de pessoas, os heterossexuais e os homossexuais. Acredito que estas duas categorias por vezes não são distintas, não havendo em absoluto uma necessidade de as categorizar de uma forma tão rígida. As mulheres possuem uma orientação sexual muito mais ampla e mais generalizada e em resultado disso, as mulheres têm uma maior tendência para a bissexualidade. Os homens por norma são mais convergentes. Podemos pensar e tentar ir lá atrás e argumentar que a flexibilidade sexual feminina pode ter surgido como um factor de adaptação. O homem para perpetuar a espécie precisa de cortejar mulheres (percurso mais rígido). Por seu lado, as mulheres precisavam de alguém que as ajudassem a criar os filhos. Basicamente as mulheres precisavam de um parceiro a longo prazo, quer fosse homem ou mulher. Os dois sexos não possuem, desta forma, padrões sexuais iguais. A sexualidade das mulheres está inserida num contexto mais vasto de sensações físicas e emocionais, sendo muito mais abrangente. Na realidade, o prazer sexual feminino está dirigido para uma maior variedade de parceiros, podendo estes serem homens ou mulheres.

Nem mais ... #8

"Everything in the world is about sex except sex. Sex is about power"
                                                                                                    
                                                                                                       Oscar Wilde

Lambareira!

"Plus the sense of power is such a turn-on, maybe you`re on your knees, but you got him by the balls"
                                                                                                   Samatha Jones
                                                                                                   Sex and the City

E quem nunca se lambuzou nuns tintins que atire a primeira pedra! O gozo que me dá em "os tomar" nas mãos como se fossem meus! Só meus! O massajar, bem devagar. Chupar, ora um, ora o outro. Lamber. Olhar-te nos olhos, enquanto o faço. O poder. Molhar um dedo e explorar-te lá, atrás. E tentar dois, deixas?!
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