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The D(E)vil is in the smallest details #25
Era na ponta dos dedos. Era em cada pequeno contacto das suas epiteliais com aquela pele que lhe transformava o rosto sombrio e bafiento em sorrisos de contentamento. Era em cada deslizar suave mas ávido das suas mãos que o queriam abarcar todo, fazê-lo seu, sempre. Era no sabor do beijo. Era em cada pequeno toque dos lábios secos e áridos nos lábios que lhe devolviam a virtude em lamberes de deslumbramento. Era na destreza da língua. Era em cada pequeno movimento estudado e ainda assim espontâneo, guiado pelos gemidos que lhe ecoavam na mente e a estimulavam a prosseguir. Era em cada chupar guloso e desesperado por se alimentar. Era na intromissão do seu membro no espaço que era dela. Era em cada investida que lhe deformava o rosto do prazer que sentia sempre que o sentia entrar e sair, para só a abandonar quando ambos recebessem os despojos um do outro. Era no olhar. Era no fitar dos olhos que conectados pela invisibilidade da paixão se rendiam ao sonho que deles transparecia e onde se sentiam inevitavelmente unidos. Era no suspirar. Era no suspiro final que marcava o inicio do descanso dos corpos que minutos antes se cansavam para se saciar trabalhando-se mutuamente. Era no sorriso. Era no ternurento sorriso e incondicional abraço onde repousavam a ganância de se quererem sempre, sempre mais.
The D(E)vil is in the smallest details #19
(Camera)
A maior parte das memórias, guardam-se na retina que as armazena de forma catalogada no arquivo do nosso cérebro que em ligação directa com o coração e numa tarefa conjunta as organizam conforme a sua importância e relevância. Mas permanecem apenas sob a forma de uma imagem fugidia, fosca, uma sombra por vezes. E, amiúde, só a memória não chega, só as sombras não chegam para alcançar momentos que queremos vivos e sensíveis em nós. Recorremos a auxiliares de memória que perscrutamos de sorriso nos lábios enquanto vemos, click após click, a beleza de dois corpos que, num êxtase arrepiante se entregam ao mais premente querer. E a magia acontece. Sentimos novamente no peito o palpitar de um coração acelerado, sentimos um friozinho na barriga, um escorrer líquido e embaraçosamente abundante, um estremecer desconcertante que nos faz querer de novo. Mais.























